Brasil Adentro | circuito nacional de música de câmara
Circuito nacional de música de câmara

Brasil Adentro

Trinta recitais em dez cidades, reunindo o lied romântico alemão e a genealogia de compositores brasileiros negros e mulheres.

Projeto de circulação · música de concerto

Sumário

01O projeto
02O repertório
03Os artistas
04Para escutar
01

O projeto

01 · O projeto

Conceito artístico

Resgata a genealogia de compositores brasileiros negros e mulheres que dialogaram com a tradição erudita europeia, recusando a falsa dicotomia entre “clássico europeu” e “identidade brasileira”.

O espetáculo articula o ciclo Dichterliebe de Schumann com obras magnas de compositores nacionais, tratando a escuta coletiva como ato político e cultural.

Quinteto de câmara em concerto
01 · O projeto

Escala do circuito

30 recitais

Três apresentações por cidade, em salas de concerto de referência.

10 cidades

Duas regiões estratégicas: Sudeste e Centro-Oeste.

15.000 espectadores

Preços populares e parcerias educacionais em todas as praças.

01 · O projeto

As dez cidades do circuito

Sudeste · 7 cidades

  • Rio de Janeiro
  • Niterói
  • Resende
  • Juiz de Fora
  • Belo Horizonte
  • Campinas
  • Ribeirão Preto

Centro-Oeste · 3 cidades

  • Brasília
  • Goiânia
  • Cuiabá

Três apresentações por cidade, em salas de concerto de referência, com preços populares e parcerias educacionais locais.

01 · O projeto

Acessibilidade e impacto social

01 · O projeto

Legado educativo

Podcast

“Composição Brasil”, cinco episódios sobre os compositores do programa e seus contextos.

Documentário

Cinquenta e dois minutos registrando o circuito, os ensaios e os públicos de cada cidade.

Formação

Palestras e masterclasses gratuitas com os dois artistas em escolas e conservatórios locais.

02

O repertório

02 · O repertório

O roteiro em quatro atos

ATO I ATO II ATO III ATO IV Prólogo Dichterliebe Modernismo Grandes temas raízes e afeto o núcleo lírico a canção de câmara o final popular

Uma narrativa que cruza a resistência histórica, a introspecção romântica e a efervescência popular brasileira.

02 · O repertório · Ato I

Prólogo: raízes e afeto

José Maurício Nunes Garcia

O mestre negro do Brasil Império. Modinhas como “Beijo a mão que me condena” trazem a elegância clássica necessária para abrir o palco com raízes históricas profundas.

Chiquinha Gonzaga e Waldemar Henrique

“Lua Branca”, ária popular de lirismo ideal para o timbre do tenor; e “Uirapuru”, que expande o afeto para a mística telúrica amazônica.

02 · O repertório · Ato II

O núcleo: Dichterliebe

O ciclo Dichterliebe, Op. 48 de Robert Schumann — cerca de 25 a 30 minutos — constitui a âncora lírica do concerto.

A angústia de Heine chega ao público pela expressividade vocal do tenor e pelo virtuosismo do piano, sem intervalo entre as canções.

02 · O repertório · Ato III

Transição: modernismo

Claudio Santoro

“Amor em Lágrimas”, das Canções de Amor. Engajamento político e erudição modernista criam a ponte entre o lied alemão e a canção de câmara brasileira.

Babi de Oliveira

“Canto de Amor”. Obra de extraordinária beleza melódica de uma das maiores compositoras brasileiras, valorizando o protagonismo feminino na música de concerto.

02 · O repertório · Ato IV

Final: grandes temas

ObraAutorSignificado no recital “Carinhoso”PixinguinhaO hino nacional afetivo com roupagem concertante. “Nessun Dorma”PucciniA potência operística que atende ao apelo popular de tenor. “Beatriz”Edu Lobo e Chico BuarqueA síntese moderna, com harmonia sofisticada e melancolia.
02 · O repertório

Critérios da curadoria

Narrativa

Da resistência histórica inicial à introspecção europeia, culminando na grande explosão de afeto popular brasileiro.

Equilíbrio

Virtuosismo técnico no piano e storytelling vocal intenso, unindo densidade lírica e acessibilidade.

Representatividade

Curadoria que reafirma o protagonismo de compositores negros e mulheres na alta cultura brasileira.

03

Os artistas

03 · Os artistas

Jean William, tenor

Nascido em Sertãozinho e criado em Barrinha, no interior paulista, pelos avós maternos. Com o avô Joaquim, boia-fria e autodidata em violão, violino e acordeão, aprendeu música caipira antes de ouvir ópera.

Começou a cantar no coral da igreja aos oito anos e se apaixonou pela música clássica aos dez, ouvindo canções italianas na casa de vizinhos. Formou-se pela ECA-USP e aperfeiçoou-se em Milão com Davide Rocca, Luciana Serra e Umberto Finazzi.

03 · Jean William

Jean William em atividade

03 · Jean William
“Nada propiciava que eu fosse para a música clássica.”
— Jean William, tenor
03 · Os artistas

Leonardo Hilsdorf, piano

Reconhecido como um dos principais pianistas brasileiros da sua geração, apresenta-se na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina. Foi solista residente por dois anos na Queen Elisabeth Music Chapel, na Bélgica, trabalhando intensivamente com Maria João Pires.

Como solista, colaborou com a Orchestre Philharmonique de Radio France, a Royal Wallonie Orchestra, a Orquestra Sinfónica de Yucatán, a OSESP, a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Filarmônica de Minas Gerais. Dedica-se hoje à gravação da obra completa para piano de José Siqueira.

03 · Leonardo Hilsdorf

Formação

2025Diploma de Solista, KonzertexamenHochschule für Musik Köln 2025Doutoramento, Magna cum LaudeUniversidade Católica Portuguesa 2016Diploma de ArtistaQueen Elisabeth Music Chapel 2013Diploma de Solista, por unanimidadeÉcole Normale Alfred Cortot 2010Mestrado em MúsicaNew England Conservatory 2008Licenciatura em MúsicaUniversidade de São Paulo

Professores: Claudio Martinez Mehner, Maria João Pires, Guigla Katsarava e Wha-Kyung Byun.

03 · Leonardo Hilsdorf

Principais prêmios

03 · Leonardo Hilsdorf
“Fenomenal.” E, do outro lado da fronteira: “encantador e magistral”.
— Stuttgarter Nachrichten e L’Indépendant
04

Para escutar

04 · Para escutar

Vídeos

04 · Para escutar

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Vamos adentrar o Brasil?

A escuta coletiva como ato político, cultural e de profunda emoção.

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